Tempos de crise financeira? Que tal, algumas dicas para sair do vermelho?

  • Categoria :Blog - Educação Financeira
  • Data :6 / setembro / 2021

Tempos de crise financeira? Que tal, algumas dicas para sair do vermelho?

Escrito por: Carolina Nogareda Barros

 

A falta de planejamento financeiro por parte dos brasileiros, vêm aumentando significadamente os índices de inadimplência familiar. Segundo última pesquisa realizada pelo SERASA EXPERIEN, cerca de 40% dos brasileiros estão convivendo com contas em atraso, ligações de cobrança e diversos contratempos “desagradáveis” advindos muitas vezes da desorganização financeira.

Este artigo trará de maneira bem didática, algumas dicas importantes para sair do estado inadimplente, para o estado viva bem com o seu dinheiro!

Se fizermos a seguinte pergunta: O que você ganha é suficiente para você ou sua família viverem confortavelmente? Aposto que muitos dirão não. E se ao invés disso, passarmos a encarar o dinheiro como instrumento de ganho, de maneira consciente?

O simples fato cultural de evitarmos encarar o dinheiro como algo real, que precisa ser controlado, dificulta os brasileiros de saírem dessa condição de mal pagadores.

A Lei 14.181/21, conhecida como Lei do Superendividamento, entrou em vigor em 02 de julho de 2021 e altera o Código do Consumidor, estabelecendo
algumas medidas para que seja evitado o superendividamento, por isso o apelido que a causa ganhou.

Com o novo texto no Código do Consumidor, há uma proteção maior para as pessoas que têm muitas dívidas e sofrem com dificuldades para saná-las. Além disso, há a criação de instrumentos que tentarão conter abusos na oferta de crédito. 

Entre as novidades que a Lei do Superendividamento traz ao Código do Consumidor estão novas diretrizes para oferta de crédito responsável; prevenção do superendividamento e conciliação da dívida.

 

Descreve a lei, o que é o superendividamento: “Impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo sem comprometer seu mínimo existencial“.

Portanto, a partir desta Lei, o devedor considerado superendividado terá permissão legal de conciliar suas dívidas junto aos credores.

Falar sobre o dinheiro, mensurá-lo, controla-lo não é uma tarefa fácil para pessoas que preferem simplesmente gastá-lo. A mudança não é mágica, nem rápida. Demanda dedicação e conhecimento para tornar essa realidade possível. Vamos lá!

 

O primeiro passo é conhecer o seu orçamento pessoal, ou seja, levantar todas as suas despesas (fixas e variáveis), dividi-las em categorias, de modo que você possa entender quanto custa o seu nível de vida. É preciso equacionar o quanto você efetivamente ganha e qual o valor total das suas dívidas, não podendo comprometer mais do que 30% do seu ganho com o pagamento delas.

Com o levantamento dessas informações, elabore um planejamento financeiro. A ideia aqui é fazer uma planilha simples, descrevendo detalhadamente, valores de gastos mensais e valor de receita (ganhos), para só assim entender com números para onde está indo o seu dinheiro.

Ao visualizar as finanças de maneira organizada, acredite: você terá uma noção exata de como quitar as suas dívidas.

Analise as despesas tendo a certeza de que você tem condições de reduzir, em média, 25% do valor de cada uma delas ou até mesmo eliminá-las.
A raiz do problema do endividamento é justamente o comportamento, então considere que esta é a hora de mudar seus hábitos para sair dessa situação de forma definitiva.

Partindo deste principio, que tal procurar seus credores e promover acordos de renegociação? Hoje, milhares de bancos, instituições especializadas promovem ações neste sentido, inclusive com a conceção de descontos em juros e multas para pagamento a vista, ou parcelado. FIQUE ATENTO, manter a dívida não é uma estratégia inteligente.

É indicado procurar primeiro os credores das dívidas essenciais e de juros mais altos e só fazer o acordo se a parcela couber em seu orçamento
mensal. O ideal é que pague o valor renegociado e dê início a estratégia de poupar dinheiro mensalmente, para ter maior força para sair dessa situação. O hábito de poupar é algo que deverá levar consigo por toda a vida, deixando de ser endividado e inadimplente e se tornando alguém educado financeiramente, que se planeja para conquistar sonhos constantemente. 

Atualmente, trabalhando em um setor de cobrança, vejo a dificuldade das pessoas em organizar-se financeiramente, e muitas delas não possuem o controle emocional de lidar com suas finanças, o que gera o total descontrole e maus hábitos como, por exemplo, a compra compulsiva.

Dívidas a prazo, como o cartão de crédito é uma forma de dívida capaz de gerar uma verdadeira “bola de neve”, e com os juros rotativo então, a dívida só tende a aumentar. Evite pagar o valor mínimo da sua fatura.

O cheque especial da sua conta corrente é uma excelente oportunidade de crédito para quem deseja abrir uma conta corrente, porém temos que ter consciência de como utilizá-lo, a sua finalidade é emergencial, e que sendo ele utilizado, precisamos ter em mente, o valor dos juros, caso ele não seja quitado em 30 dias, a começar pelas taxas cobradas pela sua utilização.

Os empréstimos são ofertas em destaque, até mesmo pré aprovados, porém os juros são altíssimos, e muitos deles possuem seguros prestamistas, que oneram ainda mais a operação, que por mais que o valor venha pulverizado nas parcelas, os consumidores muitas vezes não possuem conhecimento sobre o assunto e pagam sem nem saber que são cobrados. 

Que tal conseguir um empréstimo com juros menores, e conseguir sanar as suas dívidas a vista, assumindo apenas uma parcela mensal? A famosa troca de dívida mais cara por uma estrategicamente mais barata?

Em momentos de endividamento é preciso ter calma e analisar a situação com cautela para não agravar a situação. Muitas vezes pensamos que não há saída e que a solução para o problema virá através de fórmulas, planilhas e cálculos, mas o ideal é ter uma visão 360º e enxergar a raiz desse problema, buscando assim uma saída definitiva, mudando o seu comportamento para perceber o que o levou para que chegasse nessa situação de desequilíbrio financeiro.