AUXÍLIO

  • Categoria :Blog - Educação Financeira
  • Data :3 / maio / 2021

AUXÍLIO

AUXÍLIO


 
Gosto de me exercitar e ter uma rotina de treinamentos de Crossfit e sou frequentador de um Box (Local onde os ‘’Crossfiteiros’’ treinam) bem próximo da minha casa. Como gosto de acordar cedo, tento sempre atender às primeiras aulas da manhã, neste caso, as 6 AM já estou lá, treinando e me exercitando.
 
Os treinos de Crossfit são conhecidos pelas suas complexidades e grau de exigência que traz ao corpo, cada vez que treino, saio exausto e ofegante, leva alguns minutos para recuperar o folego e voltar pra casa.
 
Mesmo cansado após um treino tão exigente, sempre que saio do Box, não consigo deixar de notar o tamanho da fila que, todos os dias, se forma em uma das agências da Caixa Econômica Federal que fica ao lado do Box.
 
Apesar da agência abrir por volta das 9 ou 10 da manhã, é possível notar muitas pessoas formando fila, desde as primeiras horas da manhã e sempre que vejo aquele tanto de gente ali, esperando por horas o banco abrir, penso: Estão ali porque precisam, estão ali pra solicitar seguro-desemprego, auxílio emergencial.
 
É claro que alguns dos que ali estão, podem estar buscando outro tipo de serviço, mas a grande realidade que vivemos no nosso país, principalmente em tempos de pandemia, é outra.
 
O Seguro Desemprego é um programa do Governo, inspirado em um modelo Europeu, que visa manter a dignidade de um trabalhador, caso o mesmo tenha trabalhado por até seis meses com carteira assinada e tenha sido demitido sem justa causa, ele foi implementado pelo então Presidente José Sarney, em 1986 e apenas em 1988 foi garantido pela constituição (www.senado.gov.br). Em tempos de pandemia, vimos um enorme aumento de solicitação deste benefício, muito por conta do grande número de demissões feitas pelas empresas, consequência da mesma pandemia. Como a mesma pandemia se estendeu e segue causando enormes danos à economia mundial e principalmente Brasileira, o governo se viu na necessidade de proporcionar auxílios emergenciais para boa parte da população, passados mais de um ano do início da pandemia, se discute a necessidade de se manter esse auxílio por mais tempo, mas será que é bom manter o auxílio emergencial?
 
Entendo que a discussão não deve ser sobre ser bom ou não, mas quais são suas consequências, obviamente entendo que há uma necessidade de se garantir a mínima dignidade das pessoas e cidadãos e por isso o auxílio se faz necessário, mas será que essa responsabilidade é toda do governo? 
 
Um dos grandes princípios da educação financeira e da vida e uma das primeiras coisas que pergunto a meus potenciais clientes quando me buscam perguntando sobre investimentos é: Você já tem seu fundo de reserva?
 
Sem muita surpresa, 90% das respostas são que não tem!
 
O fundo de reserva, nada mais é do que um dinheiro, que gosto de chamar de ‘’Sagrado’’ que você deve ter para utilizá-lo em caso de necessidade extrema ou oportunidade extrema. Ele deve equivaler entre 8 e 12 vezes o seu custo de vida e poderá ser utilizado em situações extremas, como a pandemia em que vivemos.
 
Estima-se que apenas 30% da população Brasileira consegue guardar ou economizar algo de dinheiro no fim do mês e se não guardamos ou economizamos, não temos como montar nosso fundo de reserva e consequentemente, ficamos à mercê das crises e dependentes do governo e seus auxílios. Não digo que seja errado fazer uso dos benefícios do governo, mas acho que não devemos delegar a responsabilidade das nossas finanças pessoais a ninguém, muito menos ao governo, nunca devemos terceirizar essa responsabilidade e através da aprendizagem constante e conhecimento, podemos de forma fácil e simples, criar nosso fundo de emergência.
 
Confira as dicas a seguir para que comece hoje o seu!
 
  • Defina seu padrão de vida que seja dentro da sua realidade, gastando sempre menos do que ganha
  • Guarde 10% do que ganha todo mês para criar seu fundo
  • Guarde esse dinheiro em um investimento, com liquidez diária e que possa pagar mais que a poupança, como; Tesouro Direto, CDBs etc.)
  • Invista neste tipo de produto até chegar ao valor entre 8 e 12 vezes seu custo de vida mensal
  • Não utilize esse dinheiro para nada além de necessidade extrema ou oportunidade única
Seguindo essas orientações, tenho certeza de que poderá, em breve, ter um belo fundo de reserva à prova de crise!
 
Gostou dessas dicas? Nos dias 18, 19 e 20 de maio teremos a segunda edição da Semana da Educação Financeira, garanta sua vaga e receba dicas valiosas para sua saúde financeira!!!
 
Por Fábio Santos, autor do livro: O ABC da Educação Financeira